VOLTEI PARA FICAR?
Há uma década me retirei das redes sociais – ou mídias sociais, como parte da intelligentsia passou a chamar após disparar seu raio legitimador. Mantenho presença residual em algumas delas por questões profissionais: uma foto (quando obrigatória), um nome (de preferência, um que não me identifique facilmente) e outros dados básicos. Evito, a todo custo, seguir ou ser seguido. Posso dizer que minha estratégia tem sido eficaz em parte. Meus amigos off-line têm pouco ou nenhum conhecimento da minha presença on-line e, portanto, aprenderam que não devem me buscar nesses canais, nem partir do princípio de que sei do que está acontecendo por lá. Ou seja, não iniciam uma conversa comigo sobre os últimos memes sem o devido prólogo. Por isso, às vezes sou visto como misterioso, mas só por aqueles que de fato não convivem comigo, e com quem conscientemente abri mão de fazer contato quando fiz a tal escolha. Poderia enumerar aqui as vantagens dessa escolha. Muitas delas são óbvias, até ...